

































Nos passados dias 19 e 20 de janeiro, o Templo Romano de Évora, único no país e um dos mais notáveis da Península Ibérica, foi alvo de recolha de dados para uma análise estrutural, com modernos equipamentos, no sentido de diagnosticar o seu estado e propor planos de reabilitação e conservação.
O trabalho a cargo da Universidade do Minho, no âmbito de um mestrado europeu em Análise Estrutural de Construções Históricas, resultou de uma parceria com a Direcção Regional de Cultura do Alentejo (DRCAlen) e o Município de Évora.
O Templo Romano, do século I depois de Cristo (d.C.), é um dos casos de estudo do mestrado coordenado pela Universidade do Minho, que envolve outras três universidades, de Espanha, Itália e República Checa.
A equipa, constituída por cinco alunos estrangeiros, em conjunto com investigadores da universidade portuguesa, analisou as propriedades da estrutura, com recurso a equipamentos sofisticados, para diagnosticar o seu estado, nomeadamente em caso de risco sísmico.
Para diagnosticar o estado da estrutura, com recurso a equipamentos específicos, procedeu-se à medição do nível de vibrações e micro-vibrações a que o monumento está sujeito, ao nível das colunas e da arquitrave, recolheu-se informação sobre o estado das rochas que o compõem através de ultra-sons e procuraram-se elementos de ligação entre os vários tambores das colunas e os elementos componentes da arquitrave, com recurso ao geo-radar.
Todos os dados recolhidos, serão agora "sobrepostos" ao levantamento rigoroso do Templo Romano, em três dimensões, com recurso ao varrimento laser, que a Direção Regional de Cultura do Alentejo realizou em 2011.
Após o tratamento destes dados, conta-se dispor de informação precisa, cientificamente fundamentada, sobre a situação do Monumento e obter, assim, uma proposta de medidas a adotar para a sua conservação.
Imagens dos trabalhos
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