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Lançamento do livro sobre Colecionismo Arqueológico e Redes de Conhecimento
11-07-2018
Lançamento do livro sobre Colecionismo Arqueológico e Redes de Conhecimento

Colecionismo Arqueológico e Redes de Conhecimento. Atores, Coleções e Objetos (1850-1930) é o nome do livro de Elisabete J. dos Santos Pereira, editado pela Caleidoscópio, que, em Évora, será lançado dia 18 de julho, pelas 17h30, na Galeria de Exposições da Casa de Burgos (R. de Burgos, 5), com apresentação por Marta Lourenço (investigadora do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Presidente do Comité Internacional de Museus Universitários do ICOM e autora de bibliografia referencial no campo da Museologia).

O livro estará à venda no local da apresentação.

Foi solicitada a colaboração da Direção Regional de Cultura do Alentejo na organização conjunta do lançamento do livro de Elisabete J. dos Santos Pereira, Colecionismo Arqueológico e Redes de Conhecimento. Atores, Coleções e Objetos (1850-1930), resultante de uma tese de doutoramento defendida na Universidade de Évora. Trata-se de um livro inserido na Coleção Estudos de Museus, uma parceria da DGPC - Direção - Geral do Património Cultural com a editora Caleidoscópio, no âmbito da qual foram já publicados 12 volumes.

O lançamento do livro de Elisabete Pereira ocorreu no passado dia 29 de junho, no Museu Nacional de Arqueologia, mas, tendo em conta que a autora defendeu a sua tese em Évora, onde reside, será feita uma segunda apresentação nesta cidade, na Galeria da Casa de Burgos, em colaboração com a Direção Regional de Cultura do Alentejo.


Elisabete J. Santos Pereira
(Lisboa, 1972) é Doutorada em História e Filosofia da Ciência com especialidade em Museologia pela Universidade de Évora (2017). Foi bolseira de doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia entre 2011 e 2016. Concluiu na mesma Universidade de Évora o Mestrado em Estudos Históricos Europeus (2010) e a Licenciatura em História variante Património Cultural (2002).
Entre 2001 e 2017 foi técnica superior e coordenadora da Fundação Arquivo Paes Teles (concelho de Avis) onde inventariou as coleções patrimoniais da instituição, organizou exposições, publicações e promoveu diversas ações de valorização e dinamização cultural. Nesta instituição criou um Repositório Digital de Memória (2014) com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e promoveu a exposição e publicação Património Imaterial do Ervedal (2008), com o apoio do projeto europeu MEDINS: Identiy is Future.
Integra o projeto internacional de investigação Museum Networks: People, Itineraries and Collections (1770-1920) financiado pela Fundação Alexander von Humboldt (Berlim). Atualmente é investigadora integrada doutorada do Instituto de História Contemporânea (IHC - FCSH - Universidade Nova de Lisboa /CEHFCi - Universidade de Évora).

Sinopse do livro
Neste livro dedicado ao colecionismo arqueológico da segunda metade do século XIX e inícios do século XX valoriza-se um conjunto de personalidades escassamente tratadas pela historiografia dominante, principalmente centrada na história dos museus e no percurso dos seus principais protagonistas, nomeadamente diretores ou fundadores. Porque a organização de coleções e a criação de museus não são tarefas solitárias, salienta-se a cooperação de proprietários e trabalhadores rurais, padres, professores, engenheiros, médicos, militares, colecionadores, pastores e comerciantes, entre outros intervenientes que foram fundamentais para o desenvolvimento das coleções, para o enriquecimento dos museus e para o avanço do conhecimento.
Conjugando documentação manuscrita, publicações da época e a biografia dos objetos - reconstruindo o seu percurso desde que foram descobertos até incorporarem as coleções museológicas - documenta-se a heterogeneidade de atores envolvidos nos processos de criação, movimentação, dispersão, comercialização ou desaparecimento de coleções. Com esta metodologia inovadora, fundamentada nos mais recentes estudos internacionais sobre história das coleções científicas, valoriza-se o caráter coletivo da construção das ciências, neste caso da arqueologia em Portugal.
Destaca-se a importância das redes locais, nacionais e internacionais de circulação de objetos, de pessoas e de conhecimento, e a relevância da história das coleções para o conhecimento da história dos museus e para o estudo das ideologias, em particular do nacionalismo.

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