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Edifício
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A Direcção Regional da Cultura do Alentejo encontra-se instalada no centro histórico de Évora, no quarteirão definido pelas ruas de Burgos e da Alcárcova de Cima. O edifício – Casa Nobre da Rua de Burgos – de grande valor histórico e artístico, é propriedade do Estado Português.Edifício Direcção Regional da Cultura do Alentejo

A Casa Nobre foi edificada no séc. XVI, por iniciativa de um fidalgo cujo nome se ignora. É uma das várias que então se ergueram na cidade, em consequência da instalação de diversas famílias da corte de D. Manuel. Sabe-se, porém, que a casa era, nos finais do séc. XVIII, propriedade do cónego secretário capitular da Sé, José Joaquim Nunes de Melo (1740-1820).

No séc. XIX, o Conselheiro José Carlos de Gouveia tornou-se proprietário da Casa Nobre, nela residindo os seus descendentes até que em finais do séc. XX a casa foi vendida, para nela instalar serviços públicos, dando-se início a uma profunda renovação do edifício.
No âmbito da renovação do edifício foram encontradas pré-existências da época romana, incluindo uma domus, mais tarde reaproveitada como embasamento da Cerca Velha e ainda vestígios da ocupação islâmica da cidade e da época medieval portuguesa.

O actual edifício incorporou um torreão da chamada cerca velha, já desactivada na época, apresentando na ala mais antiga – actual Galeria de Exposições – elementos característicos do tardeo-gótico mudéjar: abóbadas estreladas, janelas de ajimez, arcos de ferradura.
 
No séc. XVIII, o edifício assume a fisionomia com que chega aos nossos dias. A fachada principal passa a correr pela Rua de Burgos e a Casa Nobre vira decisivamente o seu alçado principal para o exterior. O segundo piso é assumido como andar nobre, o que é visível pelo alinhamento e decoração das respectivas janelas.

No final do séc. XIX, evidenciam-se grandes obras de beneficiação e decoração, introduzindo-se diversos elementos do entretanto demolido Convento do Paraíso: os azulejos, de tipo tapete, da escadaria, que datam do séc. XVII, diversas portas almofadadas e tectos interiores em madeira de carvalho trabalhada; altura em que é também rasgado o portão de acesso na sua forma actual.
 
A intervenção arquitectónica mais recente, de autoria do arquitecto eborense José Filipe Ramalho, procurou reabilitar o edifício, adaptando-o aos novos usos no respeito pela integridade do legado arquitectónico.

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